A suspensão da Zona Azul em Itabuna, anunciada nesta terça (04), pelo presidente da Câmara, Manoel Porfírio (PT), com apoio dos demais vereadores, foi um gesto político que responde ao sentimento da população e cobra responsabilidade na gestão de serviços públicos.
Nos últimos meses, a insatisfação com a Park Gold (também conhecida como TecGold), que opera o sistema de estacionamento rotativo na cidade, vinha ganhando escala. Falta de vagas destinadas a idosos e pessoas com deficiência, denúncias de cobrança em duplicidade e um número reduzido de operadores — problemas que evidenciam falhas operacionais e contratuais. A cidade inteira já havia percebido isso. Faltava posicionamento institucional.
Ainda falta aguardar os próximos passos: a publicação oficial, a repercussão do Executivo e, principalmente, o que virá depois. A concessão da Zona Azul não é a vilã. Bem administrada, ela organiza o trânsito, o uso das vagas e apoia o comércio. O problema nunca foi o conceito, mas a execução.
Até lá, o recado está dado: onde o contrato falha, o interesse público prevalece.