Itabuna viveu uma tarde de debate necessário no último dia 27 de março. O I Congresso de Gênero e Raça do Sul da Bahia, realizado na Câmara Municipal de Itabuna, lotou completamente o Plenário Raymundo Lima e reuniu diferentes vozes em torno de um tema urgente: “Violências e Invisibilidades”.
Com foco na promoção do diálogo e da reflexão, o congresso abordou questões centrais relacionadas às desigualdades de gênero e raça, destacando como essas dimensões impactam diretamente o acesso a direitos, as oportunidades e as diversas formas de violências enfrentadas por mulheres.
A programação contou com a participação de especialistas, pesquisadores e representantes institucionais, que discutiram temas como políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero, racismo estrutural e religioso, feminicídio e os desafios estruturais presentes na sociedade.
A mediação ficou por conta de Evelyn Santos, conduzindo um encontro com espaço para a arte. As apresentações de Lucas Oliveira e do grupo Chicas e Franciscos reforçaram o papel da cultura como instrumento de reflexão e resistência.
Entre os palestrantes, estiveram presentes nomes como Camilla Batista, Gabriel Nascimento, Larissa Moitinho, Greace Kelly Oliveira, Alba Cristina, Roma Actis, Aline Setenta e Genigleide Hora, além do coletivo Daz Mariaxs, representado por Lara Kauark. Cada fala acrescentou uma camada ao debate, conectando dados, práticas e vivências.
O congresso contou com a presença do vice-prefeito de Itabuna, Júnior Brandão, e dos parlamentares Zé Alberto e Wilma Oliveira, fortalecendo o caráter institucional da iniciativa.
Organizado por Greace Kelly Oliveira e Larissa Moitinho, o evento recebeu aproximadamente 100 pacotes de absorventes em doações dos participantes que serão doados para uma instituição. O congresso teve apoio do Grupo de Pesquisa em Linguagem e Racismo (GPLR/CNPq), da ONG Grapiúna e do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Políticas para as Mulheres.
A realização do congresso reafirma o compromisso com a ampliação do debate público e com a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e equitativa, evidenciando a importância de discutir e enfrentar as violências e as invisibilidades ainda presentes nas relações sociais.
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