O prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), foi firme no debate sobre a importação de cacau africano pela indústria processadora instalada em Ilhéus, alinhando-se às lideranças da lavoura cacaueira do sul da Bahia. Em comunicado, o gestor alerta para os impactos diretos da medida sobre o preço do cacau, a renda dos produtores e, principalmente, para os riscos sanitários que ameaçam uma das atividades econômicas mais importantes da região.
O ponto central da preocupação está na Instrução Normativa nº 125, editada pelo Ministério da Agricultura, que flexibilizou critérios fitossanitários para a importação de amêndoas de cacau. Segundo Augusto Castro, a norma pode permitir a entrada de pragas e doenças exóticas, colocando em risco a produção cacaueira baiana e brasileira, que ainda se recupera de crises históricas como a da vassoura-de-bruxa.
Augusto Castro defende a união entre produtores, entidades como a FAEB, a AMURC e consórcios regionais para pressionar o Governo Federal e a Frente Parlamentar da Agropecuária a restabelecer critérios técnicos mais rígidos para a importação de cacau. Para o prefeito, proteger a sanidade da lavoura é essencial para garantir o futuro econômico do sul da Bahia e preservar uma atividade que é base histórica e social da região.
A Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente (SEAGRIMA), participará de encontro na próxima segunda-feira, dia 2, às 13h30min, na Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste Baiano (AMURC) sobre a importação do cacau africano e depreciação da cotação no mercado.
