POLO MOVELEIRO: Itabuna tem vocação, mas falta execução

Há momentos em que o debate público deixa de ser apenas formalidade e passa a apontar que modelo de cidade queremos construir. A audiência realizada na Câmara de Itabuna (31/04) sobre a criação de um polo moveleiro é um desses momentos.

Itabuna sabe que precisa diversificar sua economia, e para isso o proposta de um polo moveleiro surge como uma oportunidade. Existe uma vocação produtiva já atuante. Organizar esse setor não é apenas uma decisão econômica. É uma escolha política.



E aqui começa o ponto central: desenvolvimento não nasce do acaso. Ele é induzido. Planejado. Articulado. Quando o poder público abre espaço para discutir um polo produtivo, ele assume sair da zona confortável do debate e entrar no terreno mais complexo da entrega.

Porque não basta reconhecer o potencial. É preciso criar as condições.

Um polo moveleiro exige legislação, acesso a crédito, qualificação profissional e, sobretudo, um ambiente que não sufoque quem produz. Exige diálogo com quem está na ponta.

Quando se fala em geração de empregos, o discurso costuma soar repetitivo. Mas, em Itabuna, é urgente. Um projeto como esse não movimenta apenas a economia formal. Ele reorganiza dinâmicas sociais, cria novas perspectivas e reduz a dependência de modelos econômicos atuais.

Se houver alinhamento entre discurso e ação, Itabuna pode, sim, transformar uma vocação dispersa em um vetor econômico estruturado. Mas se ficar apenas no campo da intenção, será mais uma boa ideia arquivada na memória política da cidade.

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