Fim da Escala 6×1: o que muda para os trabalhadores de Itabuna

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Trabalhadores do comércio e serviços de Itabuna são os mais afetados pelo fim da escala 6×1.

O Senado vota nesta quarta-feira (14) a PEC que acaba com a escala 6×1 no Brasil. Se aprovada, a mudança beneficia diretamente cerca de 596 mil trabalhadores baianos — e Itabuna, polo de comércio e serviços do Sul da Bahia, está no centro desse impacto.

O que muda com o fim da escala 6×1 em Itabuna

A proposta substitui o modelo atual — seis dias de trabalho por um de folga — pelo 5×2, com dois dias de descanso semanais. A jornada máxima cai de 44 para 40 horas por semana, sem redução de salário.

Os setores mais afetados em Itabuna são exatamente os que mais empregam: comércio varejista, supermercados, bares, restaurantes, hotéis e serviços gerais. Vendedores, caixas, atendentes e frentistas estão entre os principais beneficiados.

A transição será gradual: 60 dias após a promulgação, a jornada cai para 42 horas e entra o segundo dia de folga; 12 meses depois, chega às 40 horas definitivas.

Debate entre trabalhadores e empresários

Enquanto trabalhadores comemoram mais tempo de descanso e qualidade de vida, entidades empresariais alertam para possível aumento de custos.
A FIEB pede planejamento e diálogo antes da implementação.

Economistas divergem: estudos do Ipea indicam que o impacto nos custos pode ser limitado (entre 1% e 6,6% em setores específicos), e que a redução de jornada tende a aumentar a produtividade.

Para os MEIs e pequenas empresas de Itabuna, a PEC prevê regras de transição específicas a serem definidas em lei complementar.

O segundo turno de 25 de outubro também coloca o tema no debate: Lula defende o fim da escala 6×1, enquanto Flávio Bolsonaro diz que votará a favor.

Você trabalha na escala 6×1? Conta nos comentários como essa mudança impacta sua rotina. Leia também: Prospera MEI: o que muda para os empreendedores de Itabuna

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