Com 56,34% dos votos em Itabuna e 71,31% na Bahia, Lula venceu Flávio Bolsonaro no segundo turno de 25 de outubro e garantiu seu quarto mandato. Para o Sul da Bahia, o resultado vai além da política: é uma aposta direta em projetos que podem transformar a economia regional.
FIOL e Porto Sul: obras no radar
A reeleição de Lula assegura a continuidade do Novo PAC na região. O Porto Sul, em Ilhéus, recebeu aprovação de R$ 6,59 bilhões do Fundo da Marinha Mercante em julho de 2026. A FIOL, que integra o corredor logístico até o interior baiano, segue em negociação para transferência ao grupo Mota-Engil, sob análise da ANTT.
Jerônimo Rodrigues, reeleito governador no primeiro turno, reafirmou o compromisso de entregar FIOL e Porto Sul até o fim do mandato. Para Itabuna, isso significa mais empregos, escoamento de cacau e posicionamento como polo logístico regional.
Augusto Castro e a parceria federal
Itabuna apostou na aliança com Lula e Jerônimo. A atuação do prefeito Augusto Castro (PSD) na eleição presidencial também merece atenção. E os números do segundo turno mostram uma ampliação da votação do presidente em Itabuna.
No primeiro turno, Lula recebeu 55.379 votos, o equivalente a 50,40% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro (PL) ficou com 47.182 votos, ou 42,94%.
Já no segundo turno, Lula chegou a 64.786 votos (56,34%), enquanto Flávio Bolsonaro obteve 50.210 votos (43,66%).
Ao assumir publicamente o apoio à reeleição de Lula, defender a parceria entre os governos municipal, estadual e federal e mobilizar lideranças, o prefeito usou da estratégia: Itabuna já tem R$ 31,8 milhões do Novo PAC para macrodrenagem, R$ 41 milhões para escolas e projetos em andamento como a Avenida Sudoeste e o IF Baiano e outros investimentos.
Com Lula no Planalto até 2031, a cidade mantém canal direto para demandar aeroporto, duplicação da BR-415 e mais habitação.
O Sul da Bahia votou e escolheu continuidade. Agora, o desafio é cobrar a entrega das obras prometidas.