Há quem diga que uma boa gestão pública se revela nos detalhes. Em Itabuna, os detalhes estão por toda parte e não passam despercebidos. Não é preciso ser especialista em políticas públicas para notar mudanças positivas na Terra Grapiúna. Ao longo dos últimos cinco anos, o prefeito Augusto Castro (PSD) consolidou uma gestão que combina eficiência orçamentária com resultados de largo alcance, um desdobramento da articulação política que se alimenta de entregas concretas e se valida na ponta, onde a vida acontece.
As milhares de bandeirolas que ornamentaram a Avenida do Cinquentenário, principal corredor comercial da cidade, por exemplo, anunciaram a chegada do São João em rede nacional, transformando o local num verdadeiro cartão-postal. É um gesto simbólico, sim, mas que traduz uma virada de chave: Itabuna voltou a se enxergar como polo. E mais: aprendeu a se vender como tal.
A parceria com os governos estadual e federal deixou de ser retórica de gabinete para virar algo de ‘carne e osso’. O Programa Mais Água levou o abastecimento regular a áreas antes esquecidas. A malha viária da cidade, décadas a fio relegada, passou por uma reforma que não se limita ao recapeamento: o projeto de interligação das vias municipais à nova BA-649 é tratado como espinha dorsal de uma nova logística regional para o escoamento de produção e serviços do sul baiano.
A implantação dos parques lineares, atrelados ao projeto de mobilidade urbana, com novas avenidas e complexo viário que incluem pontes e viadutos, apontam para o desenvolvimento e modernidade.
A modernização da iluminação pública, com tecnologia LED, trouxe mais segurança e visibilidade para bairros inteiros. A reforma e ampliação das unidades básicas de saúde desafogaram postos que antes operavam no limite da capacidade. Já a reforma e ampliação do Hospital de Base, que atua com portas abertas, é um marco do compromisso com a vida, fruto da parceria com o Governo da Bahia.
As escolas municipais, muitas delas com estruturas físicas renovadas, ganharam novo fôlego.
E o esporte, tratado como ferramenta de inclusão social, deixou de ser apêndice para virar carro-chefe da gestão municipal. Quadras reformadas e projetos sociais que tiram crianças e jovens das ruas e os colocam em campo, não apenas de grama sintética, mas em campo de possibilidades.
Famílias usufruem de uma dezena de praças requalificadas como espaços de lazer e convivência.
Há, ainda, um dado que poucos observadores externos registraram: a redução consistente dos índices de criminalidade. Os números são fruto de uma atuação integrada das forças de segurança, num arranjo que envolve as polícias Civil e Militar e a Guarda Civil Municipal, sistema de videomonitoramento e inteligência compartilhada. O resultado prático é uma cidade que respira mais tranquilamente – e isso, no tabuleiro político, tem peso.
O Ita Pedro, considerado o maior São Pedro do Brasil. O título, ao que tudo indica, não é mero marketing, visto que o evento é um motor econômico e vitrine cultural. Na edição deste ano, o evento contou com a maior grade de artistas da história, com o menor investimento de recursos próprios do Município, graças à articulação com o Ministério do Turismo.
Enquanto isso, no outro lado da ponte, por exemplo, Ilhéus parece nadar contra a maré. A gestão tropeça em percalços que vão da desarticulação política à falta de projetos estruturantes. A comparação, ainda que incômoda para alguns, é inevitável: enquanto Itabuna avança com um projeto claro de desenvolvimento regional, a vizinha patina em meio a ruas malcuidadas e uma agenda cultural que não decola.
A avaliação popular sobre os gestores municipais respinga nas urnas majoritárias e proporcionais. Augusto Castro não é apenas um prefeito bem avaliado – ele é, neste momento, um ativo político de primeira grandeza para o campo situacionista. O modelo de gestão adotado na cidade pode se tornar uma espécie de selo de qualidade para alianças futuras.
Itabuna, hoje, não é apenas um exemplo para o sul da Bahia. É, talvez, uma prévia do que a política institucional pode entregar.
Andreyver Lima é jornalista, analista político e especialista em comunicação pública.