EDUCAÇÃO EM FOCO: Câmara de Itabuna abre debate sobre instalação do IFBA

A política pública só ganha sentido quando deixa de ser anúncio e passa a ser construção coletiva. É exatamente nesse ponto que a Câmara Municipal de Itabuna acerta ao convocar uma audiência pública para debater a implantação do novo campus do IFBA – Instituto Federal da Bahia no município.

Será dia 28 de abril de 2026 (terça-feira), às 13h30, no Centro de Cultura Adonias Filho, a Audiência Pública para discutir a implantação do campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) no município.



A Câmara abre as portas para que a cidade participe daquilo que, no futuro, vai impactar diretamente sua economia, sua formação profissional e, sobretudo, suas oportunidades.

O novo campus do IFBA não nasce pequeno. Com investimento estimado em R$ 25 milhões e capacidade para atender mais de mil estudantes, o projeto já chega como um dos maiores movimentos recentes de expansão da educação pública na região. Estrutura moderna, laboratórios, cursos técnicos e superiores — tudo isso já está no papel. Mas ainda falta algo essencial: alinhar essa estrutura com a realidade local.

E é exatamente aí que entra a audiência pública.

Mais do que um espaço de fala, ela representa uma disputa legítima de visão de futuro. Quais cursos fazem sentido para Itabuna? Quais áreas dialogam com o mercado regional? Como garantir que esse investimento não seja apenas mais um equipamento, mas sim um vetor de desenvolvimento?

Há indicativos iniciais de cursos nas áreas de Computação, Multimídia, Alimentos e Design, definidos a partir de levantamentos técnicos. Mas nenhum estudo substitui a escuta ativa da população. Nenhuma planilha entende melhor a cidade do que quem vive nela.

Ao convocar esse debate, o Legislativo cumpre um papel que muitas vezes é subestimado: o de mediador entre grandes projetos e a vida real das pessoas. Não é sobre formalidade. É sobre pertencimento.

Porque quando a sociedade participa, o projeto deixa de ser do governo e passa a ser da cidade.

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